Vereadora Gleide Rabelo é presa em operação que investiga facção e financiamento ilegal de campanhas no Ceará

REDAÇÃO

A vereadora Lúcia Gleidivânia Rabelo, conhecida em Morada Nova como Gleide Rabelo (PT), foi uma das cinco parlamentares presas preventivamente na manhã desta quinta-feira (12 de março de 2026) durante a Operação Traditori, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE), que reúne a Polícia Federal e outras forças de segurança.

A operação, autorizada pela 93ª Zona Eleitoral de Fortaleza, cumpriu 16 mandados de prisão preventiva — cinco deles contra vereadores da Câmara Municipal de Morada Nova — e 30 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, empresariais e na própria Câmara Municipal. As ações ocorreram nos municípios de Fortaleza, Chorozinho, Morada Nova, Limoeiro do Norte, Pedra Branca (CE) e também em São Paulo (SP).

De acordo com as investigações divulgadas por veículos como G1 Ceará, Diário do Nordeste, O Povo e R7, o esquema apurado envolve uma organização criminosa com atuação no Vale do Jaguaribe ligada a uma facção criminosa. O grupo é suspeito de atuar em lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e, principalmente, no financiamento ilícito de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024.

Segundo as apurações, recursos de origem ilícita teriam sido movimentados e ocultados para financiar candidaturas e campanhas políticas, o que indicaria uma possível infiltração do crime organizado na política local.

Gleide Rabelo, reeleita vereadora pelo PT em 2024, aparece como um dos alvos da operação. Reportagens anteriores já apontavam indícios de movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo a parlamentar e pessoas ligadas a facções criminosas, incluindo transferências via Pix e empréstimos suspeitos.

A ação levou à suspensão imediata das atividades da Câmara Municipal de Morada Nova durante o cumprimento das medidas judiciais. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes completos das provas ou valores envolvidos, e as defesas dos investigados ainda não se manifestaram amplamente.

Foto: Divulgação