
O escândalo envolvendo o Banco Master arrastou o Supremo Tribunal Federal (STF) para o epicentro de uma crise institucional que respinga diretamente no presidente Lula e no ambiente pré-eleitoral de 2026.
Ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli viram seus nomes associados a supostas ligações com o caso, incluindo mensagens, contatos e relatorias contestadas, o que aprofundou a queda de credibilidade da Corte, conforme pesquisas recentes mostram declínio na confiança pública.
No Planalto, Lula sente a água no pescoço ao ver o episódio transformar o STF em alvo preferencial da oposição, com CPIs em tramitação no Congresso e projetos de reforma do Judiciário, como limitação de mandatos, fim de decisões monocráticas e redução de poderes, ganhando fôlego renovado e irritando profundamente os ministros, que interpretam qualquer menção a mudanças como ameaça direta à independência do tribunal.
O clima em Brasília é infernal: o governo oscila entre tentar se distanciar do imbróglio para evitar desgaste eleitoral e lidar com divisões internas, enquanto a mera ideia de apoiar reformas no Judiciário vira veneno político para o Palácio do Planalto e fonte de tensão nos bastidores da Corte.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Agência Brasil