Colômbia acusa Equador de ataque com bomba e crise diplomática se intensifica

REDAÇÃO

Presidente Gustavo Petro afirma que artefato encontrado é do Exército equatoriano e pede intervenção dos EUA

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta quarta-feira (18) que uma bomba não detonada encontrada em território colombiano, na região fronteiriça de Putumayo, pertence ao Exército do Equador, confirmando suspeitas iniciais de um bombardeio aéreo vindo do país vizinho. 
Em publicação nas redes sociais, Petro declarou que “foi comprovado que a bomba em território colombiano é do Exército equatoriano”, anunciando que a investigação prossegue e que será emitida uma nota de protesto diplomático formal. 
O incidente ocorre em meio a uma escalada de tensões entre Bogotá e Quito, agravada por acusações de que operações militares equatorianas contra o narcotráfico teriam ultrapassado a fronteira, resultando na morte de 27 pessoas cujos corpos foram encontrados carbonizados na área próxima à comunidade de El Amarradero onde famílias participam de programas de substituição de cultivos de coca por plantações legais.Petro negou veementemente que as forças de segurança colombianas tenham realizado os ataques e reforçou que “não dei ordem para esses ataques”, apontando diretamente o governo de Daniel Noboa como responsável. 
Para evitar uma escalada militar, o presidente colombiano revelou ter solicitado intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em ligação recente, pedindo que ele contatasse Noboa para esclarecer os fatos e impedir um conflito armado. 
Enquanto o Equador nega qualquer ação em solo colombiano e afirma que suas operações ocorrem exclusivamente em território próprio contra grupos criminosos, as denúncias de Petro intensificam a crise diplomática na região andina, com risco de impacto na estabilidade fronteiriça e nas relações bilaterais já abaladas por disputas comerciais e tarifárias.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira 
Foto: Divulgação