Declaração destaca papel em momentos críticos e repercute em meio a debates sobre o Judiciário
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, elogiou e defendeu publicamente a atuação de Alexandre de Moraes ao completar 9 anos na Corte, destacando seu trabalho em “tempos de complexidade institucional, política e social”, uma referência velada aos últimos anos marcados por inquéritos polêmicos, decisões monocráticas e acusações de protagonismo excessivo.
Fachin agradeceu o colega por sua “firmeza” em momentos críticos, como a condução das investigações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023 e outros processos sensíveis, afirmando que Moraes “esteve onde precisava estar” por dever constitucional, mesmo com sacrifícios pessoais e familiares.
Essa declaração soa como uma blindagem corporativa interna: enquanto o STF enfrenta crescentes críticas por suposto ativismo judicial, concentração de poderes nas mãos de um único ministro e uso amplo de inquéritos sigilosos para perseguir opositores políticos, Fachin opta por enaltecer o colega em vez de reconhecer os excessos que alimentam a erosão da confiança pública na instituição.
Essa defesa aberta de Moraes por Fachin expõe o quanto o STF se fechou em si mesmo, priorizando a autoproteção em detrimento do debate democrático sobre limites ao poder judicial.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Agência Brasil