Auxiliares do Planalto avaliam que possível colaboração do ex-banqueiro pode ampliar o escândalo do Banco Master e gerar desgaste político
Brasília, 20 de março de 2026 – Integrantes do Palácio do Planalto e do governo federal manifestam preocupação crescente com a possibilidade de o banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente no caso Banco Master, firmar acordo de delação premiada e citar nomes do Executivo. Vorcaro assinou termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, marcando o início formal das negociações para uma colaboração que, segundo avaliações internas, pode ampliar o escândalo e gerar forte desgaste político para a administração Lula.
Auxiliares do presidente consideram que Vorcaro, sem mais nada a perder após a liquidação do banco pelo Banco Central e sua prisão, pode adotar postura agressiva para maximizar o impacto da delação. Reportagens de veículos como O Globo, InfoMoney e Estadão destacam que o temor no governo é de que o banqueiro envolva integrantes do Executivo, ampliando o alcance das investigações sobre fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e suposta organização criminosa. A transferência de Vorcaro para a Superintendência da PF em Brasília, autorizada pelo ministro André Mendonça, reforça o avanço das tratativas.
O caso já provoca tensão nos bastidores. Apesar de declarações públicas minimizarem o risco, interlocutores do Planalto admitem que a delação pode expor conexões políticas do banco e criar uma crise de credibilidade para o governo, especialmente às vésperas do ciclo eleitoral de 2026. Até o momento, a delação não está fechada, mas o simples avanço das negociações paralisa agendas e aumenta a apreensão em Brasília.
Foto: Agência Brasil