Relatório do COAF aponta transferência de R$ 25,9 milhões e levanta questionamentos sobre possível favorecimento e relações entre empresários e integrantes do Judiciário
A holding J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, realizou uma vultosa injeção de R$ 25,9 milhões na PHB Holding, empresa do advogado Paulo Humberto Barbosa, que em 2025 adquiriu as cotas remanescentes do resort Tayayá, no Paraná, anteriormente ligadas à família do ministro do STF Dias Toffoli, por meio de uma única transferência em outubro, conforme relatório do COAF que acende alertas sobre possível operação de favorecimento ou tráfico de influência velado.
O negócio ganha contornos ainda mais graves ao se considerar que Barbosa presta serviços jurídicos à J&F há anos e é sócio de executivos próximos aos Batistas, enquanto Toffoli acumula decisões favoráveis ao grupo em casos sensíveis no Supremo, como a suspensão de multas bilionárias do acordo de leniência, configurando um arranjo que desafia a impessoalidade e a independência do Judiciário e reforça suspeitas de que relações econômicas entre poderosos empresários e magistrados continuem a minar a credibilidade das instituições brasileiras.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
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