R$ 363 milhões na COAPH! Dr. Furtado, genro de Evandro Leitão, no comando do esquema familiar milionário!
REDAÇÃO
Suspeitas de Irregularidades na COAPH: O Papel Central do Genro do Prefeito Evandro Leitão, Dr. Francisco Furtado
No epicentro das graves denúncias que abalam a credibilidade da gestão da saúde pública em Fortaleza e no Ceará inteiro está o Dr. Francisco Furtado, genro do prefeito Evandro Leitão (PT), casado com sua filha. Esse vínculo familiar direto não é um detalhe secundário: ele é repetidamente citado como peça fundamental em um suposto esquema de favorecimento, nepotismo indireto e desvio de normas administrativas que envolvem a Cooperativa de Atendimento Pré e Hospitalar (COAPH ou COOPH), entidade que acumula contratos milionários com o poder público sem transparência adequada.
O Dr. Francisco Furtado é descrito por fontes como a deputada federal Ana Paula Brandão como uma figura de influência expressiva na rede municipal de saúde. A parlamentar, após visitas ao Instituto Dr. José Frota (IJF), hospital de referência em traumas e emergências em Fortaleza, coletou provas e relatou barreiras inaceitáveis à fiscalização: uso de segurança privada para impedir acesso de parlamentares e órgãos federais, obstrução deliberada que levanta suspeitas de tentativa de esconder irregularidades. Segundo Ana Paula Brandão, o genro do prefeito exerceu papel ativo na indicação do superintendente do IJF, João Miquim, profissional que, de acordo com as denúncias, age para bloquear investigações externas, criando um ambiente de opacidade que beneficia contratos questionáveis.
A COAPH, fundada em 2009 e focada em serviços de atendimento pré-hospitalar e hospitalar, é acusada de operar como uma das chamadas “falsas cooperativas” — modelo que o Sindsaúde Ceará atribui diretamente a Evandro Leitão, apelidando-o de “pai das falsas cooperativas em Fortaleza”. Esse sistema, segundo o sindicato, precariza brutalmente os trabalhadores da saúde: terceirização disfarçada de cooperativismo, ausência de vínculos celetistas estáveis, perda de direitos trabalhistas fundamentais (como estabilidade, benefícios plenos e proteção sindical), atrasos recorrentes em pagamentos e condições que beiram a “escravidão moderna”, como denunciado em protestos e reels oficiais do sindicato. Em vez de priorizar concursos públicos ou convocar aprovados em cadastros de reserva (como o da extinta FAGIFOR), a gestão municipal opta por esse arranjo que concentra recursos em redes próximas ao poder político, ignorando o interesse público e o SUS.
EVANDRO LEITÃO
Entre as suspeitas mais graves destacam-se:
Contratações sem licitação competitiva plena ou pregão, frequentemente via inexigibilidade de licitação ou dispensa, o que viola princípios de impessoalidade e moralidade administrativa. No IJF, a COAPH foi contratada diretamente, sem disputa aberta, com nomes já envolvidos em polêmicas de corrupção circulando no entorno, conforme postagens e vídeos de fiscalização.
Volume alarmante de recursos públicos direcionados à cooperativa: em 2026, a Secretaria da Saúde do Estado (SESA) assinou o primeiro contrato do ano com a COAPH, no montante aproximado de R$ 79,2 a 80 milhões, exclusivamente para serviços de atendimento pré-hospitalar. Além disso, a entidade mantém acordos acumulados que chegam a cerca de R$ 363 milhões, incluindo prestações no Hospital da Polícia Militar do Ceará (HPM). O timing imediato no início do exercício fiscal e a recorrência desses valores milionários alimentam questionamentos sobre possível superfaturamento, quarteirização irregular e conflito de interesses explícito, já que o genro do prefeito de Fortaleza exerce influência que se estende ao governo estadual.
Atrasos sistemáticos em salários e benefícios: profissionais de enfermagem e outros cooperados relatam pagamentos pendentes desde junho, julho, novembro e dezembro de 2025 em unidades como o Hospital Gonzaguinha do José Walter e o Hospital da Mulher, com folhas de frequência sumidas, substituições arbitrárias de escalas sem justificativa e falta total de transparência. O Sindsaúde Ceará já encaminhou denúncias ao Ministério Público do Trabalho (MPT) contra cooperativas fraudulentas, incluindo a COAPH, por precarização e fraudes trabalhistas.
Colocação inadequada de profissionais: denúncias graves apontam que a COAPH coloca trabalhadores sem experiência adequada em setores críticos, como UTI Neonatal, comprometendo a qualidade do atendimento e a segurança dos pacientes.
Obstrução à fiscalização e indícios de rede fechada: os mesmos “círculos próximos ao poder” orbitam repetidamente esses contratos, com indicações políticas em cargos chave e barreiras a órgãos de controle, sugerindo um sistema institucionalizado de favorecimento familiar e político.
Esse conjunto de acusações, veiculado por canais como TV da Transparência, perfis de sindicatos, Instagram de parlamentares oposicionistas e vídeos virais, pinta um quadro preocupante de abuso de poder: laços de parentesco se sobrepõem à lei, drenando recursos essenciais da saúde em benefício de poucos, enquanto servidores públicos e pacientes sofrem com precarização, atrasos e falta de transparência. Evandro Leitão e seus aliados negam categoricamente qualquer irregularidade, defendendo os contratos como indispensáveis ao funcionamento do sistema. No entanto, as evidências públicas acumuladas demandam investigação urgente e rigorosa por parte do Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado (TCE-CE), Ministério Público do Trabalho e órgãos federais. Em um Ceará que clama por combate à corrupção e valorização do serviço público, o caso da COAPH e do Dr. Francisco Furtado expõe como o nepotismo indireto e o modelo de “falsas cooperativas” podem transformar a saúde em instrumento de privilégio privado, em detrimento da população que mais depende do SUS.
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