Escolha do sucessor de Haddad é vista por opositores como manutenção de modelo tributário elevado e intervencionista
A nomeação de Dario Durigan, o número 2 de Fernando Haddad, para o comando do Ministério da Fazenda pelo presidente Lula representa mais um capítulo na continuidade de uma política econômica marcada por alta carga tributária e intervencionismo estatal, como denunciam líderes da oposição ao afirmar que o novo ministro “manterá 30 impostos”, uma crítica direta à perpetuação de um sistema complexo e oneroso que, sob Haddad, acumulou sucessivos aumentos de tributos, elevando a carga fiscal a níveis recordes sem entregar alívio efetivo ao contribuinte ou crescimento robusto.
Em vez de sinalizar uma ruptura com o modelo criticado por sufocar a iniciativa privada e pressionar o orçamento familiar, a escolha de Durigan, fiel executor das medidas recentes, incluindo a reforma tributária que manteve e ampliou renúncias seletivas enquanto prometia simplificação, soa como mera troca de nomes para blindar o arcabouço fiscal em ano eleitoral, priorizando a contenção de gastos contra pressões políticas sem ousar uma revisão profunda que alivie o peso dos impostos sobre a sociedade.
Longe de inspirar confiança em uma guinada pró-mercado ou pró-crescimento, a transição reforça a percepção de que o governo Lula opta pela inércia tributária, mantendo o Brasil preso a um ciclo de alta taxação, endividamento crescente e baixa produtividade, o que compromete as perspectivas econômicas para além das urnas de 2026.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Agência Brasil