PF e PGR endurecem e exigem delação completa de Daniel Vorcaro

REDAÇÃO

Investigadores alertam que omissões podem anular benefícios do acordo, mas provas continuarão válidas nas investigações

Brasília, 20 de março de 2026 – Em análise publicada nesta sexta-feira, o jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles, advertiu que o banqueiro Daniel Vorcaro não terá margem para uma delação premiada parcial ou seletiva. Segundo a coluna, “se Vorcaro ‘esquecer’ de mencionar um senador influente, um magistrado ou um alto funcionário do governo, ele perde os benefícios, mas as provas que entregar continuam valendo contra ele”.
A afirmação reflete a pressão dos investigadores para que a colaboração seja completa. Vorcaro, preso preventivamente nas investigações sobre fraudes no Banco Master, assinou recentemente termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. Seu novo advogado, José Luís Oliveira Lima, procurou a PF e o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, para discutir um acordo de delação.
A coluna destaca que, embora as negociações estejam em fase inicial, tanto a PF quanto a PGR rejeitam qualquer versão que permita ao delator poupar nomes de relevância política ou institucional. Qualquer omissão intencional invalidaria os benefícios previstos em lei, mas as informações e provas entregues por Vorcaro permaneceriam válidas para as investigações em curso.
Foto: IA