Moraes pede parecer da PGR sobre prisão domiciliar de Bolsonaro por razões de saúde
REDAÇÃO
Defesa alega risco à saúde do ex-presidente, enquanto decisão sobre eventual transferência segue em análise no STF
O ministro Alexandre de Moraes solicitou parecer da Procuradoria-Geral da República sobre o pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro, internado em Brasília com broncopneumonia bacteriana bilateral após passar mal na cela do 19º da Papudinha, onde apresentou melhora clínica significativa, com recuperação renal e resposta positiva aos antibióticos, mas ainda sob cuidados intensivos.
A defesa argumenta com razão que a permanência em regime prisional expõe o ex-presidente a riscos graves de saúde, dada sua idade e comorbidades, especialmente após episódios concretos de agravamento que demandaram UTI particular autorizada judicialmente.
No entanto, Moraes, que já negou pedidos anteriores mesmo diante de laudos médicos e perícias favoráveis à transferência, parece prolongar o sofrimento de Bolsonaro por motivos que vão além do direito, configurando verdadeira vingança institucional contra Bolsonaro.
Essa demora em conceder o regime domiciliar, medida humanitária prevista em lei para casos de vulnerabilidade comprovada, reforça a percepção de que o STF, sob relatoria de Moraes, aplica dois pesos e duas medidas: leniência com aliados políticos e endurecimento implacável contra opositores, transformando o Judiciário em instrumento de retaliação em vez de justiça imparcial, enquanto Bolsonaro, mesmo debilitado fisicamente, segue como símbolo de resistência para milhões de brasileiros que veem nessa perseguição uma ameaça à democracia real.
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