Levantamento aponta aumento de queixas por cobranças indevidas e dificuldades de cancelamento antes da liquidação do banco
O levantamento da Senacon enviado ao Banco Central revela um aumento explosivo nas reclamações contra o Banco Master, mais de 24 mil queixas concentradas especialmente em empréstimos consignados, um retrato cruel do descaso com aposentados e pensionistas que se agravou no ano da liquidação extrajudicial decretada em novembro de 2025.
Enquanto o conglomerado de Daniel Vorcaro operava com práticas questionáveis, como descontos indevidos, contratos sem autorização expressa, dificuldades sistemáticas de cancelamento e cobranças abusivas, somando milhares de registros na Senacon entre 2020 e 2025, com picos em 2023 e 2025, o caso expõe falhas graves de fiscalização do Banco Central e do próprio INSS, que só bloquearam repasses e suspenderam operações após o escândalo já ter explodido em fraudes bilionárias e prisões.
A explosão de queixas, muitas ligadas ao produto Credcesta e a mais de 250 mil contratos sob suspeita de irregularidades, transforma o que poderia ser um problema pontual em um escândalo estrutural: vulneráveis foram explorados por juros altos e margens consignáveis mantidas indevidamente mesmo após a liquidação, enquanto o sistema regulador demorou a agir, permitindo que o banco acumulasse prejuízos e vitimasse centenas de milhares antes de cair.
O episódio reforça a necessidade urgente de maior rigor preventivo no crédito consignado, sob pena de repetir o ciclo de abusos contra os mais frágeis do sistema financeiro.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
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