Martha Graeff não é localizada e CPMI avalia condução coercitiva

REDAÇÃO

Ex-noiva de Daniel Vorcaro ignora convocações para depor em investigações sobre fraudes no Banco Master e pode ser obrigada a comparecer

A empresária e influenciadora Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, figura central no megafraude do Banco Master que envolveu desvios bilionários, empréstimos consignados fraudulentos e suposta blindagem de patrimônio, adota uma estratégia de evasão que beira o desprezo pelas instituições democráticas. 
Convocada como testemunha pela CPMI do INSS, depoimento marcado para amanhã (23) e pela CPI do Crime Organizado, no próximo dia 25, ela permanece inlocatizável, ignorando contatos da defesa e das próprias comissões, o que levou os colegiados a avaliarem seriamente a decretação de condução coercitiva para forçar sua presença. 
Longe de colaborar com as investigações que buscam esclarecer se recebeu bens milionários, incluindo mansão em Miami, iate e aportes em sua empresa, como parte de um esquema de ocultação de recursos desviados, em prejuízo de aposentados e do sistema financeiro, Graeff opta pelo silêncio conveniente e pela aparente fuga para os EUA, onde ostenta um estilo de vida luxuoso que muitos associam exatamente aos frutos das irregularidades apuradas. 
Essa postura não apenas reforça as suspeitas de cumplicidade ou conivência passiva, mas transmite uma mensagem perigosa: que privilégios, contatos e distância geográfica seriam escudos suficientes para escapar da responsabilidade, em detrimento da transparência devida à sociedade e das vítimas do escândalo.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Divulgação