Extensão dos trabalhos da comissão deve permitir aprofundamento das investigações sobre fraudes em benefícios de aposentados
A celebração efusiva do senador Carlos Viana, que rotulou a prorrogação da CPMI do INSS como “vitória do povo”, acerta em cheio ao defender a extensão dos trabalhos da comissão.
Investigar a fundo a fraude bilionária de descontos indevidos em aposentadorias e pensões, esquema que lesou milhares de idosos vulneráveis com associações fantasmas cobrando por serviços inexistentes, não pode ser sufocado por prazos artificiais ou omissões políticas da Mesa do Congresso.
Com o prazo original se esgotando em 28 de março, a decisão do STF, via ministro André Mendonça, de obrigar a leitura do requerimento assinado por mais de um terço dos parlamentares garante que o Parlamento exerça sua prerrogativa constitucional de apuração, evitando que o escândalo seja varrido para debaixo do tapete por interesses que preferem proteger os envolvidos a proteger os aposentados.
Prorrogar é justiça mínima para quem perdeu parte da renda vitalícia, permitindo aprofundar quebras de sigilo, oitivas e o relatório final que pode levar a punições efetivas e reformas preventivas no INSS.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
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