Críticas à condução de medidas judiciais reacendem debate sobre atuação do STF e limites institucionais
Enquanto o deputado Gustavo Gayer denuncia que Alexandre de Moraes utiliza a figura de Jair Bolsonaro como instrumento para “pôr coleira” na oposição, mantendo o ex-presidente sob prisão domiciliar temporária como forma de controle político, o ministro do STF revela mais uma vez o autoritarismo judicial que caracteriza sua atuação.
Moraes decide sozinho, ignora pedidos humanitários assinados por quase 180 deputados, nega visitas de parlamentares aliados e transforma o Judiciário em ferramenta de perseguição seletiva contra quem ousa discordar do establishment.
Em vez de julgar com imparcialidade, Moraes exerce poder absoluto sobre processos vagos de “golpismo” e “ataques à soberania”, impondo medidas restritivas que servem menos para garantir ordem pública e mais para silenciar, intimidar e castrar qualquer voz opositora que ainda resista ao regime de exceção disfarçado de Estado de Direito.
O resultado é uma oposição acuada, uma democracia esvaziada e a confirmação de que, no Brasil de hoje, o verdadeiro risco à liberdade não vem das ruas, mas do gabinete de um ministro que se comporta como dono do país.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Divulgação