Parlamentares articulam redução do prazo enquanto comissão aprofunda investigações sobre fraudes bilionárias
Governistas liderados pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) iniciaram a coleta de assinaturas para restringir a prorrogação da CPMI do INSS a míseros 15 dias, numa manobra explícita para enterrar as investigações sobre as fraudes bilionárias que sangraram aposentados e pensionistas brasileiros enquanto o governo Lula assistia de camarote.
Após o ministro André Mendonça, do STF, determinar a prorrogação dos trabalhos, inclusive autorizando até 120 dias caso o presidente do Congresso não atue, a base aliada corre para limitar o tempo de investigação justamente quando a comissão começa a cutucar feridas profundas, incluindo possíveis conexões com aliados do Planalto e a famosa roubalheira que já superou escândalos passados em escala.
Essa pressa em encurtar o inquérito parlamentar revela o pavor real do governo: não se trata de “eficiência legislativa”, mas de impedir que a oposição aprofunde as quebras de sigilo, convoque testemunhas incômodas e exponha a omissão ou cumplicidade do Estado na maior fraude contra os mais vulneráveis.
Enquanto milhões de idosos sofrem com descontos irregulares e benefícios desviados, o PT transforma o Congresso em instrumento de autoproteção, preferindo 15 dias de teatro a uma investigação séria que poderia recuperar recursos públicos e punir os responsáveis.
É a velha tática de sempre: quando a CPMI incomoda os poderosos, o governismo não hesita em sabotá-la, provando mais uma vez que, para essa esquerda, transparência e equilíbrio são palavras proibidas quando o espelho reflete o próprio rosto.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
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