Relatora reage a críticas após aprovação no Senado e debate sobre limites da proposta ganha força
A senadora Soraya Thronicke, relatora do polêmico PL da Misoginia que equipara a misoginia aos crimes de racismo com penas de até cinco anos de prisão, posa agora de vítima após a aprovação unânime no Senado na terça-feira (24), alegando ter sido “atacada” nas redes por expressar opiniões que, segundo ela, configurariam ódio contra mulheres.
Essa narrativa chorosa revela, na verdade, o cerne autoritário do projeto: uma lei vaga e expansiva, capaz de transformar críticas legítimas, piadas, discordâncias ideológicas ou até análises sobre diferenças biológicas em “crime de ódio”, silenciando vozes dissidentes sob o pretexto de proteção feminina.
Thronicke, que rejeitou emendas para salvaguardar a liberdade de expressão e a crítica religiosa ou moral, demonstra hipocrisia ao clamar por censura contra quem a questiona enquanto celebra uma norma que, na prática, criminaliza o pensamento incômodo e abre caminho para abusos judiciais seletivos, típicos de agendas identitárias que priorizam narrativa sobre fatos e direitos fundamentais.
Em vez de combater violência real contra mulheres com políticas eficazes de segurança pública, o PL e sua relatora optam pelo atalho perigoso da engenharia social punitiva, ameaçando transformar o Brasil em um regime onde ofender suscetibilidades ideológicas pesa mais que a própria Constituição.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
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