FILHO DE LULA É CITADO EM INVESTIGAÇÃO SOBRE GRUPO FINANCEIRO ALVO DA PF

REDAÇÃO

Relatos apontam atuação como consultor, enquanto defesa nega vínculo com empresa investigada por fraudes

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, atuou como consultor e assessor da Fictor, grupo financeiro que, hoje, 25 de março de 2026, virou alvo de operação da Polícia Federal. Executivos que trabalharam na empresa relataram à Folha de S.Paulo que ele foi contratado para aproximar a Fictor do governo Lula, com atuação mais intensa ao longo de 2024.
A Fictor tentou comprar o Banco Master em novembro de 2025, na véspera da primeira prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O grupo, que já entrou em recuperação judicial em fevereiro de 2026 com dívidas bilionárias, é investigado por fraudes bancárias superiores a R$ 500 milhões e por supostas ligações com o Comando Vermelho. Entre os alvos da PF está o ex-sócio Luiz Phillippe Rubini, descrito como próximo de Lulinha.
Lulinha viajou com Rubini para a China em abril de 2024, durante visita de Estado do presidente Lula. A reportagem da Folha, repercutida por Metrópoles, Revista Oeste e Gazeta do Povo, expõe o caso no mesmo dia em que a PF deflagrou a operação contra sócios e o CEO da Fictor, Rafael Góis. O episódio se soma a outras investigações recentes envolvendo o filho do presidente, como a CPMI do INSS e fraudes em consignados.
A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, negou qualquer relação comercial, consultoria ou favorecimento à Fictor. Segundo a nota, ele apenas conhece Rubini, nunca atuou como consultor, nunca apresentou ninguém do governo e não indicou Rubini ao Conselhão. A Secretaria de Relações Institucionais da Presidência também negou envolvimento. Até o momento, Lulinha não foi indiciado no caso.
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