Continuidade das investigações sobre fraudes em benefícios depende de análise do Supremo
Enquanto o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, declara com convicção que “acredita que o STF vai manter a prorrogação”, o Congresso Nacional vive mais um capítulo constrangedor de sua própria paralisia.
Diante da omissão deliberada da Mesa Diretora, que se recusou a pautar o requerimento de prorrogação assinado por mais de um terço dos parlamentares, a comissão recorreu ao Judiciário para garantir a continuidade das investigações sobre as fraudes bilionárias em consignados que sangram aposentados, pensionistas, viúvas e órfãos.
Longe de representar uma “judicialização indevida”, a ida ao STF revela a urgência de proteger um trabalho sério que já expôs esquemas criminosos prejudicando os mais vulneráveis.
Se o Supremo não mantiver a liminar de André Mendonça, estará dando sinal verde para que a maioria política enterre investigações incômodas por mera conveniência, condenando milhões de beneficiários do INSS a continuar sendo vítimas de um sistema que permite descontos abusivos e fraudes sistemáticas.
Prorrogar a CPMI é impedir que o Legislativo se omita diante de uma das maiores tragédias sociais em curso no país.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
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