Taxa elevada expõe custo do crédito no país e impacto direto no endividamento das famílias
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, revelou nesta quinta-feira (26) que os juros do rotativo do cartão de crédito na inadimplência chegaram a impressionantes 1.216% ao ano, um número que expõe a face mais predatória do sistema financeiro brasileiro sobre o consumidor endividado.
Enquanto o BC celebra cortes tímidos na Selic, ainda em patamares elevados, e o governo celebra supostas “reformas” que pouco alteram a realidade, milhões de brasileiros, especialmente as famílias de menor renda, são empurrados para o abismo do endividamento, onde uma fatura não paga se multiplica de forma exponencial, transformando dívidas modestas em verdadeiras armadilhas vitalícias.
Essa taxa escorchante não é mero detalhe estatístico: ela reflete tanto a alta inadimplência crônica quanto a incapacidade , ou falta de vontade, das autoridades de impor limites reais ao cartel bancário, que lucra obscenamente com o desespero do consumidor enquanto o Estado, por sua vez, mantém uma política fiscal frouxa que alimenta inflação e juros altos.
No final, o brasileiro comum paga duas vezes: com impostos que sustentam gastos públicos descontrolados e com juros extorsivos que engordam os bancos, num ciclo vicioso que perpetua a pobreza e a dependência financeira.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
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