Declaração feita em evento em Miami repercute globalmente e amplia incertezas sobre política externa dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta‑feira (27 de março de 2026), durante discurso em um fórum de investimentos em Miami, que “Cuba é a próxima” na sequência de ações da administração americana. Ao exaltar operações recentes na Venezuela e no Irã, Trump declarou:
“And Cuba is next by the way. But pretend I didn’t say that, please.”
Nas últimas semanas, o presidente já havia feito declarações semelhantes. Em entrevista à CNN, afirmou que “Cuba vai cair em breve” (“Cuba is going to fall pretty soon”). Em outras ocasiões, disse que teria “a honra de tomar Cuba” (“the honor of taking Cuba”), sugerindo, de forma vaga, a possibilidade de um “takeover amigável” (friendly takeover) ou outra forma de acordo, e afirmou que “pode fazer o que quiser” com a ilha. Trump também mencionou que o secretário de Estado Marco Rubio, de origem cubana, está tratando do tema e que algo deve acontecer “muito em breve”.
As falas ocorreram em meio a uma grave crise econômica e energética em Cuba, marcada por apagões frequentes e escassez de combustível, agravados por sanções e pelo bloqueio americano ao petróleo. A administração Trump vê o regime cubano como enfraquecido e tem pressionado por mudanças de liderança ou por um acordo favorável aos Estados Unidos, possivelmente abrindo caminho para investimentos, especialmente de cubano‑americanos.
Embora o foco atual dos EUA seja o Irã, Trump tem sinalizado que Cuba pode ser o próximo ponto de atenção, seja por meio de pressão econômica intensa, negociações diplomáticas ou outra forma de ação.
As declarações foram amplamente noticiadas por veículos internacionais como Reuters, The New York Times, CNN, El País e AFP. O tom das afirmações foi considerado provocador, com Trump ironicamente pedindo à imprensa que ignorasse o comentário sobre Cuba.
Foto: White House