Resultado do Tesouro Nacional evidencia desafios fiscais e pressão sobre as contas públicas
O governo federal registrou déficit primário de R$ 30 bilhões nas contas do Governo Central em fevereiro, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Tesouro Nacional.
O rombo mensal reflete o padrão recorrente de desequilíbrio fiscal, onde despesas crescem de forma pouco controlada mesmo com receitas em alta.
Essa oscilação expõe a fragilidade da gestão orçamentária atual, que ainda depende de artifícios como adiamentos de precatórios para melhorar números pontuais.
O resultado negativo em fevereiro alerta para os desafios persistentes em conter gastos públicos.
Com meta fiscal apertada para 2026, o governo corre risco de acumular déficits que pressionam a dívida bruta e elevam os custos de financiamento.
Em vez de promover austeridade real, a política fiscal parece priorizar expansão de programas sociais e emendas parlamentares, adiando o ajuste necessário para equilibrar as contas.
A repetição de déficits mensais revela a dificuldade crônica do Estado brasileiro em viver dentro de suas possibilidades.
Sem reformas profundas que limitem o crescimento automático de despesas obrigatórias, o contribuinte continuará arcando com juros mais altos e menor espaço para investimentos.
O alerta está dado: sustentabilidade fiscal exige disciplina, não apenas contabilidade criativa.
Por: Rodolfo Oliveira
Foto: Agência Brasil