FAMÍLIAS BRASILEIRAS SUFOCADAS: ENDIVIDAMENTO TRAVA EM 49,7% POR CULPA DA POLÍTICA FISCAL DE LULA

REDAÇÃO

Dados do Banco Central mostram alto comprometimento da renda e pressão sobre orçamento doméstico

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro ficou congelado em 49,7% em janeiro de 2026, exatamente o mesmo patamar de dezembro de 2025 e perigosamente próximo do recorde histórico de 49,9% de julho de 2022. Os números, divulgados nesta segunda feira (30) pelo Banco Central nas Estatísticas Monetárias e de Crédito, não são mera estabilidade: são o retrato de uma crise crônica que o governo federal de Luiz Inácio Lula da Silva se recusa a enfrentar de frente.
Descontadas as dívidas imobiliárias, o indicador subiu de 31,2% para 31,3%. O comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional avançou de 29,2% para 29,3%, o maior nível em duas décadas. Sem os financiamentos imobiliários, o percentual saltou para 27,1%. Traduzindo: quase 30% da renda mensal do brasileiro médio vai direto para o buraco negro das dívidas e dos juros escorchantes. É o salário sendo devorado antes mesmo de chegar à conta de luz ou ao supermercado.
A publicação do InfoMoney no Instagram, com foto de Marcello Casal Jr/Agência Brasil, expôs o drama com clareza brutal. O post viralizou porque reflete o que todo brasileiro sente no bolso: o crédito virou armadilha, não solução.
As causas de um endividamento que não para de crescer
Não é falta de esforço do povo. É um coquetel tóxico criado e mantido por anos de políticas erradas:
  1. Selic altíssima e juros que sangram o bolso: A taxa básica de juros continua em patamares proibitivos (próxima de 15% ao ano), tornando o rotativo do cartão e o crédito pessoal verdadeiras máquinas de moer renda. Taxas acima de 47% ao ano transformam qualquer dívida pequena em bola de neve.
  2. Cartão de crédito como vilão número 1: Segundo a CNC, 85% dos endividados apontam o plástico como principal culpado. Parcelamentos “sem juros” (que escondem taxas absurdas) e apps de crédito instantâneo incentivam o consumo descontrolado.
  3. Custo de vida explodindo enquanto o salário patina: Alimentos, energia, combustível e aluguel corroem o poder de compra. Milhões recorrem ao crédito só para sobreviver, enquanto a renda real não acompanha.
  4. Facilidade criminosa do crédito e educação financeira zero: Bancos e fintechs jogam dinheiro fácil no mercado. O resultado? 79,5% das famílias endividadas (recorde da CNC) e quase 50% da população adulta inadimplente, segundo a Serasa.
A culpa direta e escandalosa do governo federal
Aqui não há espaço para eufemismos: o governo Lula é o grande responsável por esse desastre. A política fiscal irresponsável, marcada por gastos públicos descontrolados, emendas parlamentares bilionárias e zero compromisso com o equilíbrio das contas, é o motor que mantém os juros nas alturas.
  1. Gastança sem freio que obriga o BC a ser duro: O Executivo prioriza expansão de programas sociais e custeio da máquina pública sem contrapartida de corte de gastos ou reforma profunda. Isso gera inflação futura, força o Banco Central a manter a Selic elevada e transforma o crédito em artigo de luxo. O resultado? Famílias pagando a conta de uma gastança que não gera crescimento sustentável.
  2. Efeito cascata que esmaga o trabalhador: Juros altos são repassados integralmente para o consumidor. Quem ganha até três salários mínimos, exatamente o público mais afetado pela CNC, é o que mais sofre. Enquanto o governo posa de “amigo do povo”, o povo fica preso em dívidas que comprometem quase um terço da renda.
  3. Admissão tardia e medidas cosméticas: O próprio presidente Lula, em evento recente, admitiu que “a sociedade brasileira está um pouco endividada” e cobrou soluções do ministro da Fazenda. Tarde demais e com soluções tímidas. Depois de anos de recordes de endividamento em 2025 e 2026, o governo oferece apenas campanhas de educação financeira e promessas vagas de crédito mais barato. É o clássico “reconheço o problema, mas não faço o que precisa ser feito”.
Críticos do mercado e da sociedade civil não poupam palavras: esse endividamento recorde é herança direta do descontrole fiscal petista. O BC, mesmo autônomo, opera sob o peso de um cenário fiscal deixado pelo Planalto. Enquanto não houver ajuste fiscal sério, corte de gastos improdutivos, controle da dívida pública e responsabilidade com o dinheiro do contribuinte, a Selic não cairá de verdade e o brasileiro continuará pagando a fatura.
O que o futuro reserva (e o que o governo não quer admitir)
Sem mudança radical de rumo, o primeiro semestre de 2026 pode piorar ainda mais o quadro. A CNC já sinaliza avanço no percentual de famílias endividadas, e o consumo das famílias, motor da economia, segue ameaçado. Em ano eleitoral, o tema é explosivo: o alto endividamento não é só estatística, é voto que foge e esperança que se perde.
Não vamos suavizar: o endividamento de 49,7% não é acidente de percurso. É o preço que o brasileiro paga pela incompetência fiscal de um governo que prefere gastar mais do que arrumar a casa. Soluções existem, mas exigem coragem que, até agora, o Palácio do Planalto não demonstrou.
O brasileiro merece mais do que discurso. Merece um governo que pare de jogar a conta no seu colo.
Foto: Poder 360