Troca de críticas acontece enquanto dados apontam alta nos casos e discussão sobre políticas públicas ganha força
Enquanto o Brasil registra um recorde histórico de feminicídios em 2025, com 1.470 casos pelo Ministério da Justiça ou até 1.568 segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, representando alta de cerca de 4,7% em relação a 2024 e quatro mulheres assassinadas por dia, a primeira-dama Janja preferiu reagir de forma vitimista ao ser chamada de “sonsa” pelo deputado Nikolas Ferreira, ao invés de confrontar a ineficácia do governo do marido no combate à violência real contra a mulher.
Em vez de defender resultados concretos em segurança pública, prevenção e punição efetiva de agressores, Janja recorreu ao discurso moralista para desviar o foco do PL da Misoginia, um projeto que, na prática, ameaça transformar críticas, opiniões ou piadas politicamente incorretas em crime de “ódio ou aversão às mulheres”, equiparando-o ao racismo com penas de 2 a 5 anos de prisão, uma ferramenta clara de patrulhamento ideológico e censura ao debate livre, como bem denunciou Nikolas Ferreira ao expor que a proposta nada tem a ver com agressão física ou feminicídio, mas com controle do que pode ou não ser dito.
Nikolas acerta ao desmascarar a hipocrisia palaciana: enquanto o governo petista acumula marcas máximas de violência de gênero desde 2022, Janja e o PT insistem em leis simbólicas e autoritárias que não salvam uma única vida, mas servem para silenciar opositores conservadores.
A “cara de sonsa” que o deputado mencionou revela exatamente isso, uma primeira-dama mais preocupada com imagem e agenda identitária do que com políticas sérias que realmente protejam as mulheres brasileiras.
Por: Rodolfo Oliveira
Foto: Metrópoles