LULA PEDE NOVO EMPRÉSTIMO BILIONÁRIO AO BANCO DOS BRICS PRESIDIDO POR DILMA

REDAÇÃO

Solicitação ao NDB, presidido por Dilma Rousseff, será analisada pelo Senado e envolve financiamento para projetos de desenvolvimento regional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Senado Federal um novo pedido de autorização para contrair empréstimo junto ao New Development Bank, o banco dos Brics presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff. A solicitação ocorre após o governo já ter captado cerca de R$ 20 bilhões junto à instituição desde o início do mandato, em operações que incluem financiamentos diretos à União e a projetos de infraestrutura e recuperação de desastres.
De acordo com documento protocolado nesta quarta-feira, a nova operação de crédito externo tem como objetivo custear parcialmente ações do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com recursos previstos para os fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Centro-Oeste e do Nordeste. O valor exato da solicitação ainda não foi divulgado publicamente, mas segue o padrão de endividamento externo que tem marcado a gestão petista.
Críticos veem na medida mais um sinal da dependência do governo em relação a fontes de financiamento internacional controladas por aliados políticos, em um momento em que a dívida pública brasileira continua em trajetória de alta e as contas fiscais enfrentam pressões crescentes. O recurso ao banco presidido por Dilma Rousseff reforça a imagem de um círculo fechado de poder, onde decisões econômicas parecem priorizar laços pessoais e ideológicos em detrimento de alternativas mais transparentes ou de menor custo no mercado internacional.
Desde 2023, o Brasil já obteve empréstimos do NDB para recuperação econômica, projetos sustentáveis via BNDES e, mais recentemente, para a reconstrução do Rio Grande do Sul após as enchentes. Embora apresentados como apoios ao desenvolvimento, esses financiamentos representam obrigações futuras para os contribuintes brasileiros, com juros e prazos de pagamento que se estendem por anos.
A solicitação agora aguarda análise no Senado, onde deve passar pelo crivo da Comissão de Assuntos Econômicos. O episódio alimenta o debate sobre a estratégia econômica do governo Lula, acusada por opositores de aumentar o endividamento externo sem apresentar resultados robustos no controle dos gastos públicos ou no crescimento sustentável da economia.
Foto: Agência Brasil