Medida beneficia cerca de 198 mil servidores e inclui mudanças nos planos de progressão das corporações – Tarcísio de Freitas sanciona reajuste salarial de 10% e reestruturação das carreiras das polícias em São Paulo
São Paulo, 6 de abril de 2026:
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou, na última quinta-feira (2 de abril), um pacote de leis que concede aumento salarial linear de 10% aos integrantes das Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica do Estado de São Paulo. A medida já produz efeitos sobre a folha de pagamento de abril.
O reajuste incide sobre o vencimento base de todas as classes e carreiras, beneficiando cerca de 198 mil servidores, entre ativos e inativos. De acordo com o governo estadual, o impacto orçamentário estimado para 2026 é de aproximadamente R$ 1,02 bilhão, podendo chegar a R$ 1,75 bilhão nos anos seguintes.
Além da correção remuneratória, o pacote inclui a modernização dos planos de carreira das forças de segurança:
Polícia Militar – O PL 227/2026 atualiza as regras de efetivo, reorganiza os quadros, extingue o cargo de soldado de 2ª classe e estabelece critérios mais objetivos para progressão funcional e promoções. A medida deve viabilizar a promoção de mais de 10 mil soldados, com ganho médio adicional de cerca de R$ 480 no salário bruto.
Polícia Civil – O PL 228/2026 cria um novo plano de carreira com regras mais transparentes de avanço, baseadas em tempo de serviço, avaliação de desempenho, qualificação profissional e histórico disciplinar.
Polícia Técnico-Científica – Também foi contemplada com a atualização das carreiras.
Os projetos foram enviados pelo Executivo à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e aprovados por unanimidade pelos deputados em sessão extraordinária no dia 31 de março.
Contexto da medida:
Esta é a segunda correção salarial concedida por Tarcísio de Freitas às corporações durante seu mandato. Considerando o reajuste anterior (de 2022), o acumulado em algumas carreiras chega próximo a 55%, segundo o Palácio dos Bandeirantes. O governador classificou a iniciativa como parte da valorização das forças de segurança, com o objetivo de melhorar não apenas a remuneração, mas também a eficiência operacional por meio de progressões mais previsíveis.
A Polícia Penal (agentes penitenciários), vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária, não foi incluída neste pacote.
Texto: Redação Diário 360
Foto: Reprodução