A SEIS MESES DO PLEITO, LULA RECORRE AO VELHO POPULISMO COM SUBSÍDIOS AO DIESEL E NOVO DESENROLA
REDAÇÃO
Pacote inclui renúncia fiscal, descontos em dívidas e medidas de curto prazo para conter insatisfação econômica
A seis meses das eleições, o governo Lula apressa-se em montar um pacote de medidas que mescla subsídios ao diesel, com zeramento de PIS/Cofins, subvenção de até R$ 0,64 por litro e nova Medida Provisória custando bilhões aos pagadores de impostos, e uma nova versão do Desenrola, com descontos de até 80% em dívidas de rotativo de cartão de crédito e cheque especial, além de limites ao endividamento.
Sob o pretexto de proteger o consumidor diante da alta internacional do petróleo e do endividamento recorde das famílias, o Planalto revela, na verdade, o clássico expediente eleitoreiro petista: usar a máquina pública para distribuir benesses temporárias, adiar problemas estruturais como a dependência de importações de combustível, a ineficiência energética e a falta de controle fiscal, transferindo o custo para o pagador de impostos via taxas futuras ou inflação.
Em vez de promover reformas profundas que gerem crescimento sustentável e reduzam a vulnerabilidade externa, o governo opta pelo populismo de curto prazo, repetindo o manual de sempre que prioriza votos sobre responsabilidade econômica, agravando o rombo nas contas públicas e deixando para o próximo mandato, ou para a sociedade, a conta salgada dessa improvisação eleitoreira.
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