SOPHIA BARCLAY, A “TRANS DE DIREITA ANTI-WOKE”, SE FILIA AO PL E SERA PRÉ – CANDIDATA A DEPUTADA FEDERAL POR SP

REDAÇÃO

Influenciadora Sophia Barclay ingressa no Partido Liberal após reunião com Valdemar Costa Neto e deve disputar vaga em 2026

Sophia Barclay, conhecida como “Trans de Direita Anti-Woke”, se filia ao PL e será pré-candidata a deputada federal por São Paulo

A influenciadora digital e cantora Sophia Barclay (nome de nascimento Paulo Sergio Gomes Claudino), de 25 anos, natural de Guarulhos (SP), oficializou nesta segunda-feira (6) sua filiação ao Partido Liberal (PL). A confirmação veio após reunião com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e ela será pré-candidata a deputada federal por São Paulo nas eleições de 2026.

Sophia se apresenta publicamente como “a maior voz anti-woke do Brasil” e defende bandeiras conservadoras, como oposição à “ideologia de gênero” nas escolas, críticas ao ativismo LGBT progressista e valores cristãos. Ela se declara evangélica, batizada na Congregação Cristã do Brasil, e afirma que sua identidade de gênero não a impede de ocupar espaços na direita. Em suas redes, costuma se posicionar contra a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), a quem vê como representante da esquerda dentro da comunidade trans.

A filiação ao PL representa o mais recente capítulo de uma trajetória política agitada. Sophia começou sua pré-candidatura pelo Partido Novo, mas deixou a legenda em fevereiro de 2026 após divergências: ela declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como possível candidato à Presidência, contrariando a indicação oficial do Novo a Romeu Zema. Na época, houve relatos de expulsão pela direção nacional, embora Sophia tenha afirmado ter saído por decisão própria por “lealdade” ao bolsonarismo.

Antes disso, ela já havia gerado polêmica ao acusar Flávio Bolsonaro, em 2023, de ter mantido relações com uma mulher trans em uma festa ligada a Neymar. A acusação foi desmentida por ela posteriormente, e o caso terminou em acordo judicial com retratação pública.

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem buscado ampliar sua base com candidaturas que sinalizam “diversidade” dentro do campo conservador, incluindo figuras LGBT de direita e nomes da periferia. A chegada de Sophia se encaixa nessa estratégia, mesmo que gere reações divididas dentro da própria direita.

Reações nas redes

O anúncio gerou intensa repercussão no X (antigo Twitter). Enquanto alguns bolsonaristas e conservadores celebraram a filiação como prova de que “pessoas trans não são reféns da esquerda”, outros criticaram duramente, chamando a candidatura de incoerente ou acusando o PL de abraçar pautas identitárias. Frases como “trans de direita já é piada” e “agora a direita ficou woke” se multiplicaram nos comentários.

Do outro lado, militantes de esquerda acusam Sophia de “traição” ao movimento trans por se alinhar a um partido historicamente associado a posições conservadoras em temas como família, gênero e costumes.

Texto: Redação Diario 360