DIPLOMACIA PAQUISTANESA TENTA ADIAR ULTIMATO DE TRUMP E REDUZIR TENSÃO NO IRÃ

REDAÇÃO

Prazo expira nesta terça-feira enquanto Paquistão tenta mediar extensão e cessar-fogo temporário

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um prazo final para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz, via crucial para o transporte de cerca de um quinto do petróleo mundial. O ultimato expira às 20h no horário da Costa Leste americana, equivalente às 21h em Brasília, nesta terça-feira, 7 de abril de 2026. Trump ameaçou que, caso não haja acordo incluindo a reabertura do estreito, os Estados Unidos atacarão infraestrutura iraniana, como usinas de energia e pontes, afirmando que uma civilização inteira poderia ser destruída nesta noite se as exigências não forem atendidas.
Nas últimas semanas, Trump já havia prorrogado prazos anteriores, que começaram com 48 horas e foram estendidos para dez dias e depois para esta data. O bloqueio ou restrição ao trânsito no Estreito de Ormuz, iniciado com o conflito, tem elevado os preços globais do petróleo e afetado o comércio internacional de energia.
Hoje, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador nas negociações, propôs uma extensão do prazo por duas semanas. Sharif pediu a Trump que adie o ultimato para permitir que os esforços diplomáticos avancem e solicitou ao Irã que reabra o Estreito de Ormuz pelo mesmo período de duas semanas, como gesto de boa vontade. Ele também sugeriu um cessar-fogo temporário em todo o conflito durante essas duas semanas, com o objetivo de alcançar uma solução pacífica definitiva.
A Casa Branca confirmou que Trump foi informado da proposta paquistanesa e que uma resposta será dada em breve. Até o momento, não há indicação de que o presidente americano tenha aceitado a prorrogação, e o prazo original de hoje continua valendo. O Irã, por sua vez, tem rejeitado ultimatos anteriores e defende que não cederá a pressões externas.
A situação no Oriente Médio permanece tensa, com ataques aéreos relatados contra alvos militares iranianos, incluindo a ilha de Kharg, importante para a exportação de petróleo. Diplomatas de outros países, como Egito e Turquia, também participam de mediações paralelas. O mundo acompanha de perto os desdobramentos, pois qualquer escalada pode ter impactos significativos na economia global. Novas informações devem surgir nas próximas horas.
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