Vice-presidente americano alerta para instabilidade do cessar-fogo de duas semanas, mas destaca pressão de Trump para acordo definitivo e paz no Oriente Médio
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, reconheceu que a trégua de duas semanas anunciada pelo presidente Donald Trump com o Irã, que suspendeu os ataques americanos em troca da reabertura imediata e segura do Estreito de Ormuz e do início de negociações sérias, é uma “trégua frágil”, mas deixou claro que Trump está impaciente para avançar rumo a um acordo definitivo que traga paz duradoura ao Oriente Médio.
Após semanas de operação militar bem-sucedida que destruiu boa parte das capacidades nucleares e militares do regime iraniano, Trump demonstrou mais uma vez sua força ao combinar poder de fogo com pragmatismo: ameaçou com consequências devastadoras se o Irã não cedesse, forçando Teerã a recuar, reabrir o estreito vital para o comércio global e apresentar uma proposta de 10 pontos como base para negociações.
Vance alertou que divisões internas no regime teocrático, com setores radicais mentindo sobre o cessar-fogo, tornam o acordo delicado, mas reforçou que Trump “não é de brincadeira” e que os EUA mantêm total superioridade militar, diplomática e econômica.
Diferente das administrações fracas que antes aplacavam o Irã com dinheiro e concessões, Trump impõe respeito: ou o regime islâmico negocia de boa-fé e abandona seu projeto terrorista e nuclear, ou enfrentará o peso total da força americana, mostrando que, sob liderança republicana, os Estados Unidos priorizam a segurança nacional e a estabilidade mundial em vez de apaziguamento covarde.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Getty Images