DIPLOMACIA LULISTA: CONDENAÇÃO RÁPIDA A ISRAEL, OMISSÃO CRIMINOSA SOBRE O IRÃ E GRUPOS TERRORISTAS

REDAÇÃO

Governo brasileiro critica ofensiva israelense, mas evita mencionar ações do Hezbollah e repressão do regime iraniano

O governo Lula condenou com veemência os ataques de Israel contra o Hezbollah no Líbano e cobrou o fim imediato das ações coordenadas com os Estados Unidos, apresentando a ofensiva israelense como a principal ameaça à paz regional. 
No entanto, a chancelaria brasileira omite qualquer menção ao caráter terrorista do Hezbollah, grupo armado financiado pelo Irã que há anos lança milhares de foguetes contra civis israelenses, usa a população libanesa como escudo humano e desestabiliza o Líbano soberano, revelando uma parcialidade constrangedora que equipara o direito de autodefesa de um Estado democrático a ações de milícia extremista. 
Essa mesma postura omissa se repete diante dos milhares de mortos provocados pelo regime iraniano, responsável por ondas brutais de repressão a protestos pacíficos, como os deflagrados após a morte de Mahsa Amini e as recentes manifestações que deixaram estimativas de centenas a dezenas de milhares de vítimas, incluindo execuções em massa e prisões arbitrárias, sem que o Palácio do Planalto emita condenações firmes ou cobre transparência de Teerã. 
Em vez de defender princípios universais de direitos humanos e combater o terrorismo, a diplomacia lulista opta por alinhar-se retoricamente a regimes autoritários, transformando a “defesa da soberania” em desculpa conveniente para ignorar vítimas incômodas e enfraquecer a credibilidade brasileira no cenário internacional.
Texto: Rodolfo Oliveira 
Foto: Marcia Camargos