
A decisão do presidente Lula de não comparecer à posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, é um gesto político que rompe com a tradição pragmática da política externa brasileira.
Historicamente, o Brasil costuma prestigiar cerimônias de posse de chefes de Estado da região independentemente de afinidades ideológicas, em nome da estabilidade diplomática e do respeito institucional entre países.
A ausência de Lula, motivada por divergências com o perfil conservador de Kast, é um sinal de que o governo brasileiro tem permitido que preferências ideológicas se sobreponham aos protocolos diplomáticos e aos interesses estratégicos de longo prazo nas relações com o Chile e com a América do Sul.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
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