NIKOLAS DEFENDE CASSAÇÃO APÓS ACUSAÇÃO NA CPMI DO INSS

REDAÇÃO

Declarações de parlamentares contra relator geram reação e ampliam tensão no Congresso

O deputado Nikolas Ferreira acerta em cheio ao cobrar a cassação dos mandatos do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) por terem lançado, de forma leviana e irresponsável, uma acusação gravíssima de estupro de vulnerável contra o relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (PL-AL), justamente no momento em que ele lia seu relatório final pedindo o indiciamento de mais de 200 envolvidos, inclusive Lulinha, em um esquema bilionário de fraudes no INSS. 
Sem provas concretas apresentadas publicamente, apenas uma “notícia de fato” à PF com supostos indícios, Lindbergh e Soraya transformaram um suposto caso envolvendo um primo homônimo de Gaspar, ocorrido há anos entre adolescentes e com reconhecimento de paternidade, em uma narrativa criminosa de abuso contra uma menina de 13 anos, com fraude processual e suborno. 
Gaspar negou veementemente, apresentou vídeo da jovem desmentindo a versão de estupro e se colocou à disposição para exame de DNA, classificando a acusação como falsa, leviana e uma clara tentativa de desviar o foco das investigações sérias da comissão. 
A postura de Nikolas Ferreira defende o mínimo de decência parlamentar: acusações tão graves não podem ser usadas como arma política barata no calor de um bate-boca para desqualificar um relator incômodo, sob pena de banalizar crimes reais contra vulneráveis e destruir reputações sem lastro. 
Exigir cassação por abuso de prerrogativa e difamação sem fundamento é medida de higiene institucional necessária para que o Congresso não vire um circo onde a presunção de inocência e a verdade sejam sacrificadas no altar da militância.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Divulgação