Ex-presidente vê nome do Novo como ideal para chapa em 2026, enquanto Zema insiste em candidatura própria
Brasília, 9 de abril de 2026:
O ex-presidente Jair Bolsonaro tem sinalizado a aliados próximos que considera o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, o nome ideal para compor como vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro, do PL, nas eleições de 2026. De acordo com fontes ouvidas pela CNN Brasil e outros veículos, Bolsonaro planeja conversar pessoalmente com Zema assim que for juridicamente viável para reforçar essa preferência.
A sinalização de Bolsonaro ganhou força nos bastidores nas últimas semanas, especialmente após o nome de Zema voltar a ser cotado como uma das principais opções para vice de Flávio, ao lado da senadora Tereza Cristina, do PP-MS. Aliados do senador avaliam que Zema poderia trazer peso eleitoral de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, e ajudar a atrair votos no estado, onde a direita busca recuperar terreno. No entanto, dentro do PL há divisão: enquanto Bolsonaro prefere Zema, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, tem defendido o nome de Tereza Cristina.
Em resposta às especulações, Romeu Zema divulgou uma nota oficial na segunda-feira, 6 de abril de 2026, descartando veementemente a possibilidade de ser vice. Na nota, Zema afirmou que não recebeu nenhum convite formal para compor a chapa e que não tem interesse na posição. Ele reafirmou que vai levar sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Novo até o final do primeiro turno. “Respeito os outros pré-candidatos de direita, mas vou levar minha candidatura até o final. Essa ideia de compor outra chapa é algo que está mais nos jornais que na vida real. Não recebi nenhum convite, nem tenho interesse”, destacou o ex-governador.
Zema acrescentou que os candidatos da direita compartilham o objetivo comum de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tirar o PT do poder, mas defendeu que a união deve ocorrer apenas em um eventual segundo turno. “Estaremos juntos no segundo turno, mas até lá vou seguir meu próprio caminho”, concluiu.
Apesar da negativa pública, interlocutores da campanha de Flávio Bolsonaro avaliam que a posição de Zema ainda não está totalmente fechada e poderia ser reavaliada caso um convite formal seja feito. Zema, que renunciou ao governo de Minas Gerais em março de 2026 para se dedicar à pré-campanha presidencial, tem se apresentado como uma alternativa “diferente” dentro da direita, com ênfase em propostas liberais e gestão fiscal austera.
Até o momento, a direita segue fragmentada no primeiro turno, com pré-candidaturas de Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e possivelmente outros nomes, como Ronaldo Caiado. As pesquisas mais recentes, como a AtlasIntel de março, mostram Lula à frente, seguido por Flávio, enquanto Zema aparece com percentuais menores. A definição das chapas deve avançar nos próximos meses, com as convenções partidárias marcadas para mais adiante no calendário eleitoral.
O cenário ainda é fluido e pode sofrer alterações conforme as articulações políticas evoluírem.
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