Reconstrução de unidades em usina iraniana reacende preocupações sobre segurança e riscos geopolíticos
A tentativa do Irã de retomar, ao lado da Rússia, a construção das unidades da usina de Bushehr Nuclear Power Plant é um enredo repetido, e perigoso, de insistência em uma agenda que o mundo já olha com desconfiança.
Depois de paralisações motivadas por ataques envolvendo Estados Unidos e Israel, a retomada não transmite segurança, mas sim a sensação de que riscos geopolíticos são tratados como meros detalhes inconvenientes.
Em vez de dissipar temores, o movimento reforça a imagem de um projeto cercado por opacidade, potencial estratégico controverso e uma aposta teimosa em uma tecnologia que, nas mãos erradas ou em regiões instáveis, pode sair do controle com consequências irreversíveis, um cálculo temerário travestido de desenvolvimento energético.
Texto: Rodolfo Oliveira
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