ALIADOS ACONSELHAM LULA A FICAR LONGE DA CRISE ENVOLVENDO MORAES E VORCARO: “NÃO SE META”

REDAÇÃO

Parlamentares do PT e integrantes da campanha de reeleição orientam presidente a evitar declarações sobre as revelações envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro para não assumir desgaste político

Aliados do presidente Lula, parlamentares do PT e integrantes da campanha de reeleição teriam aconselhado o chefe do Executivo a evitar comentários públicos sobre as novas revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo esses aliados, o caso supostamente não teria relação direta com o PT ou com a campanha presidencial, e a avaliação interna seria de que Lula deveria manter distância para não assumir um desgaste político que não considera ligado ao governo.
A orientação nos bastidores seria de cautela diante das mensagens e documentos citados em relatórios da Polícia Federal, que revelaram contatos, encontros e conversas entre Moraes e Vorcaro.
Integrantes da campanha avaliam que qualquer declaração de Lula sobre o episódio poderia ser interpretada politicamente e acabar colocando o presidente no centro de uma crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal.
A preocupação seria evitar que a oposição utilize uma eventual manifestação do presidente para associar o governo às denúncias e ampliar o debate durante o período eleitoral.
Segundo a avaliação de aliados, o melhor caminho seria deixar que os órgãos responsáveis analisem os fatos e evitar uma atuação pública em um caso que envolve outras instituições.
O episódio ganhou repercussão após a divulgação de mensagens e informações obtidas pela PF, incluindo relatos sobre a proximidade entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
Nos bastidores, integrantes do PT defendem que Lula preserve sua agenda política e concentre seus discursos em temas do governo, sem entrar em uma disputa envolvendo o Judiciário.
A recomendação para o presidente seria seguir uma postura semelhante à adotada em outros momentos de crise envolvendo integrantes de instituições externas ao Executivo.
A estratégia, segundo aliados, seria evitar desgaste desnecessário e impedir que o caso se transforme em um novo foco de confronto político às vésperas das eleições.
Foto: Divulgação