LULA ACUSA EDUARDO E FLÁVIO DE ESTAREM POR TRÁS DE ARTICULAÇÃO DOS EUA NO BRASIL E ACIONA TSE

REDAÇÃO

Campanha de Lula acusa Eduardo e Flávio Bolsonaro de articulação internacional e pede ao TSE inclusão da suspensão dos serviços consulares dos EUA em investigação

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta sexta-feira (2) uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a suspensão dos serviços consulares presenciais dos Estados Unidos no Brasil seja incluída em uma ação que trata de suposta interferência externa nas eleições brasileiras.
Segundo a argumentação apresentada pela campanha, a decisão americana, anunciada a apenas dois dias do primeiro turno, teria potencial para transmitir uma imagem de instabilidade no país em plena reta final da disputa presidencial.
Na manifestação encaminhada ao TSE, a defesa de Lula classifica o episódio como um “desdobramento gravíssimo de interferência nas eleições brasileiras pelo governo norte-americano” e pede que os novos acontecimentos sejam considerados no processo.
A campanha também cita diretamente Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro e sustenta que os dois estariam por trás de uma suposta articulação internacional destinada a favorecer politicamente a oposição no Brasil.
De acordo com a tese apresentada pelos advogados de Lula, essa suposta articulação teria atuação nas frentes comunicacional, institucional e diplomática, buscando produzir efeitos sobre a opinião pública brasileira às vésperas da votação.
As afirmações envolvendo Eduardo e Flávio Bolsonaro, porém, representam acusações apresentadas pela campanha de Lula ao TSE. Até o momento, não constituem uma conclusão da Justiça Eleitoral de que os irmãos tenham provocado ou coordenado a suspensão dos serviços consulares americanos.
Por parte dos Estados Unidos, a justificativa apresentada para a suspensão dos atendimentos presenciais foi relacionada a questões de segurança. O governo americano não vinculou oficialmente a medida às eleições brasileiras.
O episódio ganhou ainda mais repercussão política por ocorrer na reta final da campanha, levando a equipe jurídica de Lula a solicitar que documentos relacionados ao caso sejam incorporados à investigação já existente no TSE.
A campanha governista também pretende acrescentar ao processo correspondências e outras manifestações de autoridades norte-americanas que, segundo seus advogados, ajudariam a contextualizar as alegações de interferência externa apresentadas à Justiça Eleitoral.
Caberá ao TSE analisar o material apresentado e decidir qual relevância esses novos elementos terão para a investigação. A inclusão dos documentos, por si só, não comprova as acusações contra Eduardo e Flávio Bolsonaro nem estabelece que a suspensão dos serviços consulares tenha ocorrido por motivação eleitoral.
Foto: Agência Brasil