Liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno provocou forte reação positiva nos mercados, com o dólar recuando mais de 4% e ativos brasileiros avançando, enquanto o PL ampliou sua força no Congresso para 2027
SÃO PAULO — O mercado financeiro global reagiu com entusiasmo ao encerramento do primeiro turno das eleições presidenciais, consolidando uma forte onda de valorização para os ativos brasileiros após o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL), que contrariou as projeções das pesquisas e encerrou a votação na liderança com 47,03% dos votos válidos.
O resultado oficial confere ao parlamentar uma vantagem de mais de 2,2 milhões de votos sobre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 45,16%. A leitura imediata dos investidores institucionais é de que a liderança de Flávio Bolsonaro sinaliza uma forte propensão do eleitorado em direção a uma agenda de rígido controle fiscal e reformas estruturais favoráveis ao crescimento econômico.
Essa percepção provocou um ajuste expressivo nos preços dos ativos na manhã desta segunda-feira (5):
– Queda do Dólar: A moeda americana registrou um recuo superior a 4%, rompendo a barreira psicológica e operando abaixo de R$ 5,00 (cotada na faixa de R$ 4,97). Analistas de instituições financeiras globais já revisam as projeções de curto prazo, estimando que o câmbio possa buscar o patamar de R$ 4,80 caso o cenário se consolide.
– Disparada das Ações: Em Nova York, o principal fundo de índice (ETF) focado em empresas nacionais, o EWZ, registrou um salto de 13% no início das negociações.
– Investidores Estrangeiros: O rali foi capitaneado por papéis ligados a commodities e grandes estatais brasileiras, com os recibos de ações (ADRs) da Petrobras avançando cerca de 10% e os da Vale subindo 6% no pré-mercado internacional.
Agências de risco e analistas internacionais destacam que o resultado eleitoral diminui substancialmente o prêmio de risco associado às contas públicas nacionais. Além da liderança na corrida presidencial, a base de apoio de Flávio Bolsonaro obteve uma vitória expressiva nas eleições para o Legislativo. O Partido Liberal (PL) consolidou-se como a maior bancada do Senado Federal ao eleger 19 parlamentares, pavimentando o caminho para uma governabilidade estável e alinhada com as demandas por austeridade exigidas pelo mercado produtivo.
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