NUNES MARQUES APERTA CERCO E EXIGE DADOS DO “EXÉRCITO DO LULA” EM 24 HORAS

REDAÇÃO

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta apresente, em 24 horas, um relatório técnico sobre o canal “Exército do Lula”, administrado por André Janones

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (22) que a Meta apresente, no prazo de 24 horas, um relatório técnico detalhado sobre o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
A decisão atende a um pedido apresentado pela campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que solicita esclarecimentos sobre o funcionamento e o alcance da estrutura digital utilizada por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre as informações exigidas estão dados sobre a possível sincronização de contas, replicação coordenada de mensagens e utilização de mecanismos automatizados para ampliar artificialmente o alcance das publicações.
O tribunal também busca identificar eventuais práticas de impulsionamento pago e publicidade artificial, além de obter informações sobre o histórico de compartilhamentos e conteúdos que tenham sido apagados ou modificados.
A determinação ocorre na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.
No mesmo dia da decisão, André Janones anunciou a entrada de Lula como administrador do canal, utilizando a identificação de “Marechal Lula da Silva”. A novidade foi acompanhada de uma publicação com a mensagem “cheguei” e um vídeo do presidente.
A campanha de Flávio Bolsonaro sustenta que o canal pode estar sendo utilizado para promover ações coordenadas de engajamento digital capazes de interferir no equilíbrio da disputa eleitoral.
Por outro lado, a campanha de Lula registrou formalmente o canal na Justiça Eleitoral, enquanto uma análise técnica preliminar realizada anteriormente pelo tribunal não identificou notícias falsas entre as publicações examinadas.
Além da Meta, a decisão também prevê pedidos de esclarecimentos a outras plataformas digitais, incluindo Google e X, sobre eventuais atividades coordenadas relacionadas ao ambiente eleitoral.
Com o prazo estabelecido pelo TSE, as informações técnicas solicitadas deverão contribuir para a análise da atuação do canal e permitir que a Justiça Eleitoral avalie a existência de irregularidades. A determinação de apresentação dos dados não representa, por si só, comprovação das suspeitas levantadas pela campanha adversária.
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