Estudo do Ranking dos Políticos em parceria com o Poder360 aponta que dois terços da futura composição do Senado apoiam a abertura de processos contra ministros do Supremo, embora isso não represente aprovação automática de eventuais pedidos
Um levantamento inédito realizado pelo centro de estudos Ranking dos Políticos, em parceria com o Poder360, aponta que o Senado Federal terá 54 dos 81 parlamentares favoráveis à abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de 2027.
O número representa exatamente dois terços da composição da Casa Legislativa e evidencia uma mudança significativa na correlação de forças entre o Congresso Nacional e o Poder Judiciário.
O resultado foi divulgado após as eleições de outubro de 2026, que redesenharam o cenário político nacional e ampliaram a presença de parlamentares alinhados a posições críticas à atuação do Supremo.
Entre os 54 senadores eleitos ou reeleitos, 37 já manifestaram publicamente apoio a medidas de afastamento de ministros da Corte, segundo os dados apresentados pelo levantamento.
Os outros 27 parlamentares que completam a composição analisada incluem seis que se posicionaram abertamente contra a possibilidade de cassação de magistrados e 21 que não apresentaram uma posição pública conclusiva.
A nova configuração promete colocar o Senado no centro das discussões sobre os limites de atuação do Supremo Tribunal Federal e a responsabilidade institucional dos integrantes da mais alta Corte do país.
O levantamento também demonstra o fortalecimento de uma corrente política que defende maior fiscalização sobre decisões judiciais e mudanças na relação entre os Poderes da República.
Com a chegada da nova legislatura, em 2027, os ministros do Supremo poderão enfrentar um ambiente político mais desfavorável no Congresso, especialmente diante do crescimento da pressão por mecanismos de responsabilização.
Apesar da expressiva quantidade de parlamentares favoráveis, o número identificado pelo estudo não significa que um processo de impeachment será automaticamente aprovado. A tramitação depende do cumprimento dos requisitos legais e regimentais.
O cenário representa uma das mudanças políticas mais relevantes projetadas para o próximo período legislativo e coloca em evidência o novo equilíbrio de forças no Senado, com possíveis consequências para a relação entre Legislativo e Judiciário.
Foto: Divulgação/ STF