TERROR NO COMÉRCIO: DISTRIBUIDORA DE ÁGUA EM FORTALEZA PRECISA SER ESCOLTADA APÓS AMEAÇAS DO COMANDO VERMELHO

REDAÇÃO

Criminosos teriam exigido R$ 1 por garrafão vendido na Cidade 2000, em Fortaleza; em Banabuiú, dez suspeitos foram presos por suposta cobrança de taxas ilegais de comerciantes, que retomaram as atividades com escolta policial

A atuação de facções criminosas para intimidar comerciantes e cobrar valores pela venda de água mineral acendeu um alerta sobre o avanço do crime organizado no Ceará. Na Cidade 2000, em Fortaleza, uma distribuidora teria recebido ameaças após criminosos exigirem o pagamento de R$ 1 por cada garrafão de água comercializado. Segundo informações divulgadas pelo Jornalismo da Jangadeiro, a cobrança estaria ocorrendo desde a semana anterior, provocando medo entre os comerciantes.
Diante da situação, o estabelecimento precisou contar com escolta policial na sexta-feira (6). Outros relatos de intimidação também foram registrados em bairros como Parque dos Irmãos, Passaré, na Comunidade da Rosalina, e Manuel Dias Branco. O clima de insegurança tem dificultado a rotina de trabalhadores que dependem da comercialização de um produto essencial para a população.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que as denúncias recebidas pelas forças de segurança são investigadas com apoio dos setores de Inteligência. A pasta também afirmou que o policiamento ostensivo e preventivo foi reforçado nas regiões, mesmo antes da confirmação de todas as informações relatadas.
Em Banabuiú, no interior do estado, a situação também envolveu ameaças e cobranças ilegais contra comerciantes de água. De acordo com as informações divulgadas, criminosos exigiam pagamentos semanais de R$ 750 para permitir o funcionamento dos estabelecimentos. A pressão teria começado em 19 de outubro e levou comerciantes a suspenderem as atividades por medo de represálias.
A resposta policial resultou na prisão de dez pessoas suspeitas de envolvimento no esquema. Durante as ações, foram apreendidos seis aparelhos celulares, um revólver calibre .38, munições, um caderno de anotações e dinheiro. Os suspeitos têm entre 25 e 60 anos e, segundo as informações divulgadas, possuem antecedentes criminais, incluindo registros por tráfico de drogas e violência doméstica. Com escolta da Polícia Militar, o comércio começou a ser retomado gradualmente.
Para reduzir os impactos sobre a população, a Cagece também organizou a oferta de garrafões de 20 litros pelo valor de R$ 6. Os episódios revelam a gravidade da tentativa de facções de impor cobranças ilegais até sobre a venda de água, um produto indispensável à população. Quando criminosos passam a exigir pagamento para permitir que trabalhadores exerçam suas atividades, o problema deixa de ser apenas uma ameaça aos comerciantes e se transforma em um ataque direto à liberdade econômica e à segurança de toda a comunidade.
📝 Texto: @fabiianobraga
📷 Foto: Reprodução