Nome do advogado-geral da união avança após sabatina e segue para votação no plenário
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal na vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Por 16 votos favoráveis e 11 contrários, o nome de Messias avançou após uma sabatina que durou várias horas, na qual o indicado respondeu a questionamentos de senadores da base aliada e da oposição sobre temas sensíveis como o equilíbrio entre os Poderes, a credibilidade do Supremo, o ativismo judicial e questões como o aborto, ocasião em que ele se declarou “totalmente contra” a prática e garantiu que não atuaria como ativista em relação ao tema.
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda em novembro de 2025 e formalizado no início de abril deste ano, o processo de Messias enfrentou resistências políticas e demorou meses para chegar à votação, exigindo articulações intensas do governo, incluindo uma recomposição na composição da CCJ com a entrada de senadores da base aliada para garantir a maioria necessária.
Agora, a indicação segue para o plenário do Senado, onde deve ser apreciada ainda nesta quarta-feira ou nos próximos dias, exigindo o apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores em votação secreta para que Messias seja confirmado como novo ministro da Corte. Aliados do governo afirmam já contar com cerca de 45 votos favoráveis, o que tornaria a aprovação factível, embora a oposição tenha demonstrado resistência e classificado o placar na CCJ como apertado.
Com 45 anos de idade, Jorge Messias, se aprovado, poderá atuar no Supremo Tribunal Federal pelos próximos 30 anos, até completar 75 anos, idade limite para a aposentadoria compulsória. A chegada dele ao STF é vista como uma oportunidade para o governo reforçar sua influência na Corte, ao mesmo tempo em que o indicado prometeu, durante a sabatina, defender aperfeiçoamentos institucionais e o respeito à separação dos Poderes.
Foto: Agência Senado