Relatório da PF aponta que Daniel Vorcaro teria rejeitado a participação de Antônio Rueda em evento em Londres por temer uma reação de Alexandre de Moraes
Segundo relatório da Polícia Federal, uma mensagem atribuída ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro revelou uma reação de preocupação diante da possibilidade de Antônio Rueda, presidente do União Brasil, participar de um fórum jurídico em Londres.
De acordo com os documentos, em julho de 2025, uma integrante da equipe de marketing do Banco Master sugeriu incluir Rueda na programação do evento como moderador de um dos painéis.
A resposta de Vorcaro teria sido imediata e em tom de rejeição: “Rueda não né. De jeito nenhum. Alexandre morre se você fizer isso. Aliás, nos mata”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes.
Na sequência, uma funcionária teria respondido demonstrando compreender a preocupação e afirmou: “Ele manda colocar tornozeleira”, segundo os registros analisados pela PF.
Os investigadores incluíram o diálogo no relatório por entenderem que as mensagens indicariam uma preocupação de Vorcaro com a reação de Moraes diante da escolha de determinados convidados para o evento.
O relatório também cita outras conversas nas quais Vorcaro teria indicado que a lista de participantes precisava passar por aprovação antes de ser fechada.
Em uma das mensagens mencionadas pela PF, o banqueiro teria escrito: “Deixa eu aprovar com Alexandre”, antes de confirmar nomes para a programação.
A investigação ainda aponta que funcionários envolvidos na organização do fórum relataram reuniões com Alexandre de Moraes e Viviane Barci de Moraes para discutir detalhes do evento.
Segundo os investigadores, havia uma preocupação em alinhar a programação e os participantes, incluindo nomes de autoridades e personalidades que fariam parte dos encontros internacionais.
As mensagens fazem parte do conjunto de documentos analisados pela Polícia Federal no caso envolvendo Daniel Vorcaro e suas relações com autoridades. As informações foram divulgadas após o levantamento do sigilo dos autos pelo ministro André Mendonça.
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