Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas foram indiciados por suspeitas de fraude no Banco Master; seis ministros do Supremo aparecem em relatos sobre relações com o banqueiro, mas não integram a lista de indiciados nesta primeira etapa
O primeiro indiciamento da Polícia Federal no caso Master coloca Daniel Vorcaro, ex-dirigentes do BRB e outros investigados no centro das acusações, mas deixa de fora políticos e ministros do STF citados em diferentes episódios relacionados ao banqueiro.
A investigação ainda não terminou, mas o contraste chama atenção: enquanto a PF aponta suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro e operações envolvendo cerca de R$ 17,5 bilhões em carteiras de crédito, nomes de seis ministros aparecem em relatos sobre relações pessoais, profissionais ou financeiras com Vorcaro, sem que nenhum deles seja alvo de investigação.
Alexandre de Moraes é citado por um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de sua esposa.
Dias Toffoli deixou a relatoria após informações envolvendo empresas de sua família; outros ministros também tiveram relações ou contatos com pessoas ligadas ao banco. Todos negam irregularidades.
O ponto central agora é a transparência. Se a PF ainda investiga possíveis agentes públicos, por que as condutas dos ministros permanecem fora do alcance da apuração? O caso exige respostas, não blindagem institucional.
Quando a investigação envolve bilhões de reais e chega à porta do STF, ninguém deveria estar acima de qualquer escrutínio.
📝 Texto: Rodolfo Oliveira
📸 Foto: Divulgação
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