Deputada gera polêmica ao usar blackface em protesto na Alesp

REDAÇÃO

Fabiana Bolsonaro expõe a hipocrisia: blackface sátira contra a loucura identitária

A deputada Fabiana Bolsonaro (PL-SP) realizou um ato ousado e provocativo no plenário da Alesp ao pintar o rosto de marrom durante discurso, usando uma analogia escrachada para expor o que considera uma incoerência gritante: se Erika Hilton, homem biológico que se identifica como mulher, pode presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara, por que uma mulher branca não poderia “se reconhecer” como negra e presidir uma comissão antirracista? 
Longe de ser racismo gratuito, o gesto, que ela mesma classificou como “experimento social”, foi uma sátira crua e hiperbólica destinada a ridicularizar a lógica relativista de identidade de gênero que ignora a biologia e a experiência vivida, aplicando o mesmo padrão absurdo à raça para demonstrar o quão ridículo e perigoso é abrir portas para subjetividades ilimitadas em espaços de representação coletiva. 
A histeria da esquerda, que imediatamente gritou “racismo” e acionou o Conselho de Ética pedindo cassação, revela mais sobre o autoritarismo moral do que sobre a deputada: eles toleram redefinições radicais de “mulher” quando convém à agenda ideológica, mas não suportam quando alguém usa a mesma ferramenta retórica para questioná-los. 
Fabiana não cometeu crime; expôs uma hipocrisia com coragem política, forçando o debate que muitos preferem calar com censura e vitimismo seletivo.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Divulgação