Déficit das empresas públicas federais em 2026 expõe modelo intervencionista e ameaça sustentabilidade fiscal do país
O rombo das estatais federais explodiu para R$ 4,1 bilhões apenas nos dois primeiros meses de 2026, o pior resultado da série histórica iniciada em 2002, segundo dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Banco Central.
Esse déficit alarmante, que já se aproxima de todo o prejuízo registrado em 2025, expõe de forma dramática o fracasso do modelo intervencionista e estatista que insiste em manter empresas públicas ineficientes, mal geridas e reféns de interferências políticas, com destaque para a grave crise dos Correios, que sangra bilhões em prejuízos recorrentes sem qualquer perspectiva real de saneamento.
Em vez de gerar riqueza e eficiência para o pagador de impostos, essas estatais se transformam em verdadeiros sorvedouros de recursos públicos, agravando a pressão fiscal, comprometendo o espaço para investimentos produtivos e sinalizando que o governo atual prioriza a manutenção de estruturas obsoletas e clientelistas em detrimento do equilíbrio das contas públicas.
Esse recorde negativo serve como alerta vermelho: sem uma agenda corajosa de privatizações, modernização e corte de privilégios, o rombo tende a se aprofundar, transferindo mais uma vez o custo da incompetência estatal para o bolso do brasileiro e ameaçando a própria sustentabilidade fiscal do país.
Por: Rodolfo Oliveira
Foto: Agência Brasil