LULA ATACA BIG TECHS NO DISCURSO, MAS INUNDA GOOGLE E META COM PROPAGANDA BANCADA PELO POVO

REDAÇÃO

Verbas de publicidade digital crescem e superam investimentos em TV, levantando debate sobre estratégia e uso de recursos públicos

O governo Lula critica ferozmente as big techs, acusando Google e Meta de disseminar desinformação, ameaçar a soberania nacional e resistir à regulação brasileira, mas a Secom ampliou de forma recorde as verbas públicas de propaganda para essas mesmas empresas em 2025, fazendo com que Google e Meta superassem pela primeira vez os investimentos em redes de televisão como SBT e Band, além de direcionar recursos crescentes para serviços de streaming. 
A justificativa oficial de que o reforço reflete “novos hábitos dos brasileiros” soa como mera cortina de fumaça para o que parece ser uma estratégia deliberada de controle narrativo às vésperas da eleição de 2026: injetar dinheiro dos pagadores de impostos em plataformas onde o alcance é segmentado, algoritmos podem ser influenciados e o monitoramento de resultados eleitorais é mais direto, ao mesmo tempo em que reduz a dependência de veículos tradicionais menos alinhados ou mais caros. 
Essa contradição escancarada, atacar as big techs no discurso enquanto as enriquece com recursos dos pagadores de impostos, revela a hipocrisia de uma gestão que usa o erário não para informar a população de forma neutra, mas para autopromoção e construção de bolhas favoráveis, priorizando eficiência eleitoral sobre coerência ideológica e transparência no uso do dinheiro arrancado do povo. 
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Agência Brasil