Deslocamentos para resort de luxo reacendem debate sobre relação entre magistrados e interesses privados
O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli utilizou ao menos três vezes jatinhos particulares de empresários para viajar de Brasília ao luxuoso Resort Tayayá, em Angra dos Reis, revelando um padrão preocupante de proximidade e dependência em relação a interesses privados.
Um dos voos foi cedido por Vorcaro, outro por Paulo Humberto Barbosa, que posteriormente comprou a parte de Toffoli no mesmo resort, e o terceiro por Luiz Pastore, que ainda levou o ministro à final da Libertadores no Peru.
Enquanto o STF acumula decisões que interferem diretamente na economia, na política e na vida dos brasileiros, Toffoli desfruta de mordomias pagas por empresários que mantêm relações comerciais e societárias com ele, o que levanta sérias dúvidas sobre sua independência judicial e reforça a percepção de que parte da cúpula do Judiciário brasileiro vive distante da realidade do pagador de impostos comum, trocando favores e luxos com o mundo corporativo em um claro sinal de captura de interesses.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação