BANCADA FEMINISTA SEGUE PRESSIONANDO POR PL DA MISOGINIA: CENSURA DISFARÇADA DE PROTEÇÃO

REDAÇÃO

Projeto que equipara misoginia ao crime de racismo volta à pauta e mobiliza discussões sobre liberdade de expressão e combate à violência contra mulheres

A insistência da bancada feminista em pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para pautar o PL da Misoginia antes das eleições de outubro revela mais uma vez o oportunismo político travestido de defesa das mulheres: um projeto aprovado às pressas no Senado, que equipara o “ódio ou aversão às mulheres” ao racismo com penas de até cinco anos de prisão, agora é usado como bandeira eleitoral por deputadas que ignoram os riscos evidentes à liberdade de expressão.
Em vez de focar em medidas concretas contra o feminicídio, como o endurecimento de penas já existentes ou políticas públicas eficazes, a esquerda transforma críticas, piadas ou opiniões desconfortáveis em “crime de ódio”, abrindo caminho para censura seletiva e judicialização de debates cotidianos, como já alertam parlamentares da oposição e analistas preocupados com o cerceamento de ideias.
Motta acerta ao adiar a votação para após o pleito, evitando transformar a Casa Legislativa em palco de manobra ideológica; ceder à pressão seria render-se ao moralismo performático que, longe de proteger mulheres, ameaça a todos com o arbítrio de quem define o que é “misoginia” no calor do momento político.

Enquanto a violência real contra a mulher exige soluções pragmáticas, não leis vagas e expansivas que servem mais para calar dissidentes do que para resolver problemas.

Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação