Líder do PL afirma que saída de Gilberto Waller Júnior seria estratégia do governo Luiz Inácio Lula da Silva diante de escândalos investigados.
A demissão repentina do presidente do INSS, Gilberto Waller, após apenas 11 meses no cargo, não passa de um movimento desesperado de contenção do governo Lula para tentar abafar os graves escândalos revelados pela CPMI do INSS, como bem denunciou o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ).
Quando a pressão aumenta e as irregularidades, que incluem fraudes bilionárias em descontos de benefícios de aposentados e pensionistas, começam a vir à tona com força, o Palácio do Planalto recorre ao velho truque: sacrifica um nome para fingir que está agindo e conter o dano político.
Não se trata de coincidência, mas de estratégia clássica de sobrevivência de um governo que, em vez de enfrentar com transparência os problemas crônicos do INSS e punir os responsáveis pelos desvios que prejudicam milhões de brasileiros mais vulneráveis, prefere trocar o presidente como quem troca de camisa, na esperança de que a opinião pública esqueça rapidamente.
Enquanto isso, os aposentados continuam vítimas de um sistema opaco e permeado por irregularidades, e a verdade continua sendo sacrificada no altar da preservação do poder.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Zélia Dória