Presidente da OAB de Roraima é investigado por suposto vínculo como servidor fantasma e negocia acordo para evitar ação penal
Mais um escândalo expõe o abismo entre o discurso moralista da Ordem dos Advogados do Brasil e a prática de seus dirigentes.
Desta vez, o presidente da OAB-RR, Ednaldo Gomes Vidal, foi pego com a mão na massa: recebeu R$ 756.324,55 em salários do governo da Paraíba enquanto supostamente atuava como “servidor fantasma”, sem comparecer ao trabalho.
Em vez de enfrentar as consequências com dignidade, Vidal corre agora para negociar um Acordo de Não Persecução Penal, tentando escapar da Justiça que tanto cobra dos outros.
A hipocrisia é monumental: um homem que preside a entidade responsável por zelar pela ética na advocacia e pela fiscalização do poder público revela-se mais um aproveitador do erário, vivendo às custas dos pagadores de impostos sem prestar serviço.
Esse caso reforça a imagem de uma OAB capturada por militantes e oportunistas, onde o “defensor da lei” se transforma em réu comum quando o holofote vira para si.
Vidal não merece negociar acordo, merece cassação imediata e o fim de sua carreira como exemplo de desonra à profissão.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação